...Hoje é dia de resgate.A porta já foi aberta.é só sair.
(Fábio de Melo)
Percebi,então,que por vezes fui sequestrada e sequestradora.
Me perdi na vastidão do meu ser e me prendi no cativeiro que eu mesma construi.Na busca incessante do acerto,errei.
É tão comum vivenciarmos o papel de sequestradores .Mais comum ainda é sermos sequestrados.Um sequestro velado ou explicito,daqueles que vai nos roubando aos poucos.Dia-a-dia,um pouquinho de cada vez.Um dia o sorriso,no outro a lágrima,o querer ,o não querer.O mais interessante é que muitas das vezes somos nós que nos sequestramos,não precisamos de segundos ou terceiros para nos distanciarmos de nós.
Esquecemos de ser ponte,e passamos a ser apenas muralha.E o que poderia ser travessia torna-se cativeiro.Acorrentados em nós mesmos,com as chaves mas sem ter a atitude de pega-las e abrir o cadeado.E vamos vivendo assim,acomodados,nos privando do direito de viver.Acorrentando,aprisionando,esquecendo de ser ponte,luz,abrigo.
Ao ler "Quem me roubou de mim?",do padre Fábio de Melo descobri que "Há pessoas que nos roubam...Há pessoas que nos devolvem."é interessante como nos deixamos levar,sem perceber e quando atentamos já estamos presos.Perdemos a subjetividade,e a máscara passa a ser algo constante em nossa vida;ser o que não somos.
Leiliane Albuquerque
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